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Volta ao Mundo em pedaços!

A vida é muito curta para não viajar!

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Argentina

Caminito e Republica de La Boca, Buenos Aires – roteiro a pé

Na periferia de Buenos Aires ficam dois dos mais famosos cartões postais de Buenos Aires: El Caminito e La Bombonera. Saindo do nosso hotel, na Recoleta, pegamos um táxi até a o Caminito. Custou 70 pesos e já nos deixou ‘na cara do gol’, bem próximo ao ponto A do mapa abaixo. O taxista foi contando dúzias de histórias no caminho e reforçando o quanto o lugar poderia ser perigoso para turistas.

El Caminito – O Caminito é o lugar das casinhas multi coloridas das fotos de Buenos Aires. São duas ruas paralelas que foram pintadas pelo famoso artista argentino Quinquela Martín. Na Calle Magallanes ficam no segundo andar das casinhas os bonecos gigantes de personagens famosos. Moradores tradicionais, Maradona e Evita agora dividem espaço com o o ‘assediado’ Papa Francisco. As casas coloridas ficam na rua paralela, pontos A e B do mapa.

A parte chata do passeio no Caminito é ter que dizer ‘no, gracias’ o tempo inteiro para pessoas vestidas com trajes de tango e sósias do Maradona que querem te convencer o tempo inteiro a tirar fotografias. Se você gosta de tirar fotos assim, aproveite!

Duas quadras pra trás do Caminito fica o estádio do Boca Juniors, o La Bombonera, o ponto C do mapa. A visita custa 80 pesos por pessoa e vale cada centavo. A visita guiada pelo estádio é muito legal – apesar de não deixar os turistas chegarem perto do vestiário dos jogadores xeneizes. Pros apaixonados por futebol, a visita é obrigatória. Pra quem não gosta, ainda sim vale gastar um tempo pra tentar entender o fanatismo dos boquenses – explica muito sobre a paixão dos argentinos por futebol, seus ídolos e pela seleção.

O ponto D do mapa é um restaurante muito famoso da região, o El Obrero. Saímos de lá cedo e acabamos não parando pra almoçar, mas a parada é muito bem recomendada.

San Telmo, Buenos Aires – roteiro a pé

Domingo em Buenos Aires tem uma atração imperdível: a feira de San Telmo. A feira começa na esquina da La Defensa com a Plaza de Mayo e se estende até um pouco depois da Plaza Dorrego.

Neste caminho, você encontra todo tipo de coisa. Bolsas, calcinhas, quadro, meias, casacos, lembrancinhas, cds de tango, instrumentos musicais e bugingangas de todos os tipos que você puder imaginar. Ao longo da rua, antes de chegar na Plaza, algumas paradas:

Choripán – na Defensa com Venezuela, tem choripán com música local. Barato, delicioso e inesquecível!

Mafalda – na esquina Defensa com Chile, tem a miniatura da Mafalda. Pausa rápida para fotos com a pequenina.

Alfajor Sucesso – nas pesquisas para a viagem já sabia que era recomendado provar outras marcas menos famosas de alfajor. Na Defensa (quase chegando na Plaza) tem uma filial do Sucesso. Muuuito gostoso. Trouxemos uma caixa para o Brasil!

Plaza Dorrego – na Plaza você encontra a parte tradicional da feira e aí é quinquilharia de verdade! Moedas e notas de colecionadores, selos, talhares de prata, roupas antigas, binóculos, capacetes de guerra – e muitas outras barracas temáticas de coisas que pessoas não saem de casa pensando em comprar.

Palermo, Buenos Aires – roteiro a pé

O Palermo é um dos bairros mais nobres de Buenos Aires. Mais que um bairro, o Palermo é uma espécie de região, dividida em: Palermo Chico, Palermo Viejo, Palermo Soho e Palermo Hollywood. Vale muito o passeio pelas ruas da região, que mistura mansões, natureza, cafés charmosos, bares e ambientes pra galera alternativas.

Começamos nosso passeio pelo Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires. No MALBA tem Frida Khalo e o Abaporu, da Tarsila do Amaral. A coleção permanente é pequena, o que faz a visita ser curta. Vale à pena a passada por lá.

De lá, seguimos caminhando em direção ao Zoológico de Buenos Aires e ao Jardim Japonês. Legal pra ver natureza, uma galera animada praticando esportes e passear por lugares completamente diferentes do centro da cidade.

Seguimos passeando por muitas ruazinhas e feiras legais. Em alguns momentos eram casarões e prédios com ar europeu. Em outras horas, eram pracinhas com livrarias, bares e feiras de rua vendendo artesanato e muita coisa alternativa (fiquei apaixonada nas calças de saco de batata!).

Almoçamos no La Cabrera, famosérrimo pelas carnes maravilhosas. Depois de lá, seguimos a caminhada longa em busca do melhor sorvete de Buenos Aires. Essa saga com final delicioso eu já contei um pouquinho mais aqui!

Mesmo sem muitas atrações turísticas, os bairros de Palermo valem muito o passeio despretensioso para conhecer e explorar cada cantinho.

Centro, Buenos Aires – roteiro a pé

Avenida 25 de Mayo / Café Tortoni: o Tortoni é a confeitaria Colombo dos argentinos. Fundada em 1858, o café é parada obrigatória. Não é muito barato, nem muito caro. Recomendo demais o café com doce de leite e o croissant recheado. Nos fundos do café, tem espaço onde à noite funciona um tango que leva o mesmo nome, o tango Tortoni. É um espaço muito bonito, acolhedor, intimista e bem diferente dos tangos super famosos da cidade.

Avenida 25 de Mayo / Plaza del Congreso: em uma das pontas da Avenida, fica a Plaza del Congreso: uma construção imponente com um linda praça à sua frente, construídos no início do século passado em comemoração à Revolución de Mayo. Na praça, “O Pensador”, de Rodin, tirado da mesma forma do original (que mora no Museu Rodin, em Paris). Vale bastante a visita.

PS: Nesta praça, pela primeira vez na vida, vi uma revoada muito bonita de pombos. Quando pousaram, voltei a achar que são todos horríveis.

Avenida 25 de Mayo / Plaza de Mayo: na outra ponta da Avenida, fica a Plaza de Mayo, coração político do pais. É ali que fica a Casa Rosada, residência da presidente argentina. Como o pais não vive um bom momento econômico/ político, por ali fervem os movimentos sociais e as manifestações na capital argentina. Fiquei bastante impressionada como o lugar estava diferente das fotos lindas que geralmente se vê. A Casa Rosada pode ser visitada, de graça, todos os sábados e domingos entre 10h e 17h.

Ainda na praça tem a Catedral de Buenos Aires. Pra quem é fã de igrejas, sempre vale a visita. Ali pertinho tem a Calle Florida. É uma rua hipermovimentada, como muitas lojas e pontos de troca de moeda no mercado paralelo. Parece uma das ruas do Saara, no centro do Rio. O ponto alto é a filial da Abulela Goye com um dos melhores alfajores de BsAs.

Outro ponto famoso do centro de Buenos é a Avenida 9 de Julio, perpendicular à 25 de Mayo. Os argentinos adoram lembrar é a mais larga avenida do mundo. Na 9 de Julio fica o obelisco, que leva o mesmo nome. O Obelisco 9 de Julio é só um monumento alto, nada mais. Durante a nossa visita, bem em frente ao obelisco tinha um acampamento de pessoas sem teto. Segundo o taxista da chegada, eles estavam lá há cerca de 3 meses.

De costas para a 9 de Julio está o Teatro Colón – o maior da Argentina e, acusticamente, um dos 5 melhores do mundo. Construído na Belle Époque deles, tem toda pinta de teatro europeu e é maravilhoso por dentro. Fizemos a visita guiada que valeu muito cada um dos 150 pesos por pessoa. No fim de semana da nossa viagem, o teatro estava entre temporadas remontando o palco para o próximo espetáculo. Vale muito checar a agenda e comprar bilhetes para assistir a algum balé ou ópera. Eles tem preços bastante variados e muitos são acessíveis. Ficou na minha lista de desejos pra próxima ida a Buenos.

Recoleta, Buenos Aires – roteiro a pé

Quando eu lembro de várias das minhas viagens me pego pensando: como mesmo que eu fui em tal lugar? Em que dia que eu fiz tal coisa? Como cheguei no ponto x? E lembrar os meus roteiros foi um dos principais motivos pra querer ter esse espaço.

Se tem uma coisa que eu amo fazer em viagem é andar! Se a distância é caminhável, vou a pé – e as vezes quando não é também! Sempre faço roteirinhos pra conhecer a cidade andando. Esse é o do bairro Recoleta, em BsAs.

eu e vido na Florallis

Livraria Ateneo (E): era uma linda casa de shows, ganhou livros por todos os lados e virou um lugar espetacular. Vá até o centro da loja e admire a beleza do teto. Suba até o ultimo andar e aproveite a beleza do todo. O fundo da loja que antes abrigava o palco, agora tem um café gracinha.

Cemitério da Recoleta (A): não sou muito fã de turismo walking dead, por isso não entrei. O túmulo da Evita Perón fica lá e muita gente visita todos os dias.

Praça da Recoleta (A): todos os sábados de manha acontece uma feira de artesanato, também conhecida como feira de quinquilharias. Eu comprei quadrinhos e Diego comprou uma Sonarra na barraca de um cara que fabricava instrumentos musicais alternativos.

Centro Cultural Recoleta (F): coladinho na lateral do cemitério, fica o CCR. Tem galeria com lojinhas e restaurantes, um hard rock cafe pra quem curte e, lá no fundo, o anexo onde rola um dos melhores espetáculos que já assisti: Fuerza Bruta!

Faculdade de Direito (B): saindo da feira da Recoleta é só atravessar o viaduto de pedestres em frente. Um prédio enorme e lindo pra fotos. O alto do viaduto é o melhor lugar pra fotografar.

Florallis Generica (C): ao lado do prédio da faculdade de direto tem a Florallis. É aquela flor gigante legal de ferro que você vê nas fotos.

Extra (G): uma das filiais do El Sanjuanino, a melhor empanada de Buenos Aires, fica aqui pertinho. Comemos lá antes de Fuerza Bruta – e fomos pra lá andando, lógico!

Aproveitamos a viagem pra provar as melhores empanadas da cidade e elas são tão boas que mereceram um post só pra elas. Vem ver! 

Comidas em Buenos Aires – batalha de sorvetes

Quem me conhece sabe a minha paixão por sorvetes e a vontade de provar as delícias geladas de todos os lugares por onde eu passo. Nas pesquisas antes de ir pra Buenos Aires, tinha o sempre batido Freddo e o pouco trivial Jauja. Já era claro que eu ia provar os dois e, em Buenos, o duelo justo era dulce de leche x dulce de leche.

Dizer que tem um Freddo em cada esquina é ser quase conservadora. Tem em tudo que é canto, é bem gostoso e o custo benefício é ótimo. Por um potinho desse da foto pagamos 12 pesos. É ótimo, mas é muito melhor que os que você encontra nas sorveterias do Rio. Nota: 8

Se depois de caminhar mais de 1 hora depois do almoço o Diego diz que uma coisa valeu à pena, pode confiar: vale muito à pena! Helados Jauja é uma sorveteria nada mainstream, com poucas filiais em BsAs. Fomos na que fica em Palermo. Depois da provinha, nos empolgamos e dividimos esse pote que custou 44 pesos. Muito muito muito gostoso. Do tipo que você raspa tudo com a colherzinha (de plástico!) e fica torcendo pra aparecer mais no fundinho do pote. Nota: 11

Ps: Diego queria andar mais uma hora pra voltar lá no último dia de viagem!

Agora já tem Freddo no Rio de Janeiro. Aguardando ansiosamente uma filial do Helados Jauja por aqui também! Será que rola?!

Comidas em Buenos Aires – Empanadas

Diego sempre me perguntava porque eu queria tanto comer empanadas e porque pesquisava sobre elas antes de ir. E antes de provar as primeiras, ele cometeu duas heresias:

Empanada é um pastel de forno com sotaque
Empanada é igual em qualquer lugar

Acabamos a viagem com a prova de que nada disso é verdade. Empanadas são as primas gostosas dos pastéis de forno. E bota gostosas nisso! Provamos duas e recomendamos muito: El Sanjuanino e El Noble. Para mim, El Sanjuanino nota 10, El Noble nota 9.

O El Sanjuanino é um restaurante pequeno, tradicional e aconchegante – e já foi descoberto por brasileiros. Fomos de empanadas de Jamon y Queso e Carne apimentada. Eu comi uma de cada. Diego gostou da de carne e repetiu a dose. As empanadas custam 17 pesos (12 se forem pra viagem).

empanadas

As deliciosas empanadas foram acompanhadas por Quilmes e um serviço muito agradável.

O El Noble, pelo menos na filial que fomos, se parece mais uma lanchonete que um restaurante. As empanadas são menos macias e se parecem um pouco mais com o nosso pastel de forno, mas ainda infinitamente mais gostosas.

Tanto El Noble quanto El Sanjuanino tem um ponto em comum: não funcionam entre 16h e 19h em todos os dias da semana.

Além destas duas, comemos em alguma outra casa de empanadas na Florida, que fez o Diego esquecer que ‘empanada é tudo igual’.

Das minhas intenções de roteiro ficou faltando me deliciar na ‘1810 Cocina Regional’. Teve que ficar pra próxima visita!

Comidas em Buenos Aires – Choripán

O choripán, ou chori, é nada mais que a mistura argentina de duas coisas simples e divinas: pão com linguiça e um bom podrão. Pra mim, que adoro os dois, foi amor à primeira vista.

O primeiro choripán foi em frente à La Bombonera. Um restaurante modesto, todo decorado com bandeiras, camisas antigas de futebol e recortes de jornal – além de outras quinquilharias. Cada um dos choripáns custou 40 pesos e foram acompanhados por um litrão de seven up na garrafa de vidro.

Dois segredos:
Capriche no Chimichuri
Cuidado com a quentura da linguiça. Tirei uma das fatias do pão (que é bem mais massudo que o nosso pão francês) e consegui uma queimadura braba no céu da boca pro resto da viagem!

foto(1)Com o céu da boca ainda não recuperado, hesitei quando o Diego encontrou um lugar incrível para experimentar mais um choripán. Depois de uma olhada mais carinhosa, mudei de ideia em poucos segundos. Linguiças na grelha, pão na chapa e música ao vivo num fundo de quintal! Era tudo que eu queria. Dividimos um choripán com coca-cola 600ml por 50 pesos.

Esse fica na ‘La Defensa con Venezuela’, em San Telmo, na escondido atrás das barraquinhas que tomam a calle e desembocam na Plaza Dorrego aos domingos. Valia tanto à pena que decidi arriscar uma nova queimadura – e não me arrependi!

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