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Volta ao Mundo em pedaços!

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Peru

A Tarjeta Andina de Migración, o “visto” para entrar no Peru

Brasileiros não precisam de visto para entrar no Peru – assim como nos demais países do Mercosul, mas para passar pela imigração é preciso preencher alguns dados num pequeno formulário chamado “Tarjeta Andina de Migración”.

Nem sempre você vai ser bem orientado na imigração, mas é fundamental guardar e manter intacto o seu cartão até o fim da viagem. Para sair do país é necessário apresentar o seu cartão de entrada.

E se eu perder meu cartão?

Eu não perdi, mas acabei rasgando ao meio (!) o meu. Dá um pouquinho mais de trabalho pra ser liberado na imigração, mas não é nada grave.

Quem perde ou destrói a sua “tarjeta andina de migración” precisa pagar em dinheiro 6 dólares de multa para ter o meu documento “duplicado”. Vale cuidar bem da sua “tarjeta andina” é economizar esses últimos dólares para a última Inka Kola no aeroporto! 🙂

Tarjeta andina de Migración, o "visto" para entrar no Peru
Recibo por não cumprir as obrigações da Imigração peruana

Comprando os ingressos pra MachuPicchu

Não é difícil comprar as entradas, mas é sim um pouquinho confuso. Primeiro você precisa reservar e tendo o código de reserva você precisa pagar. Tudo acontece nesse mesmo site!

A aba “Reserva” é a aba principal do site. É por lá que vamos começar.

Na escolha de lugar, coloque MacchuPicchu. Na escolha de rota, você tem duas opções principais:
– Se você só quer visitar o complexo de MacchuPicchu, escolha “MacchuPicchu”.
– Se você quiser subir Huaynapicchu, escolha a opção “MacchuPicchu + Huaynapicchu”. Já no momento da compra é preciso escolher o horário de subida que deve ser obedecido no dia da visita.

Huaynapicchu é aquela montanha que aparece em todas as fotos tradicionais de MacchuPicchu. Pra ajudar, é esse pontinho vermelho da foto! 🙂  [A subida dura cerca de 40 minutos, com trechos um pouquinho mais pesados].

Hyauana– Depois de escolher a opção de lugar e rota, é hora de selecionar a data e preencher a quantidade de adultos que você está comprando.
– Aperte “Paso 2” e preencha os dados
– Aperte “Paso 3” e emita sua reserva.

Reserva Machu– Com o código de reserva, vá na aba “Pago”. Coloque seu código, depois dos dados bancaários e finaliza o pagamento.

Um detalhe importante: o cartão precisa ser Visa. Se você costuma fazer compras online, sua conta já deve ser “verified by Visa”.

Com o pagamento realizado, você vai receber uma tela de “Pago Exitoso”. Agora é só imprimir a reserva, a confirmação de pagamento e contar os dias pra conhecer uma das 7 maravilhas do mundo moderno!

pago exitoso machu

Que moeda levar para o Peru?

Novo sol - Moeda peruana
Pesos, mais conhecidos como soles! (piada interna pode?)

Mesmo com o IOF lá em cima, o cartão de crédito é a opção mais prática de dinheiro nas viagens, mas – tirando o fato de eu odiar a sensação de estar perdendo dinheiro – eu gosto mesmo é de ter dinheiro local. E uma das coisas que mais me deu trabalho nos preparativos foi decidir qual moeda levar pro Peru.

Os nuevos soles, ou simplesmente soles, não são fáceis de encontrar no Brasil. No Rio, por exemplo, o único banco que tem soles é o Safra do Galeão e as taxas são abusivas. Mesmo o real sendo um pouquinho mais valorizado que os soles, nessa troca se perde muito.
Uma boa opção: levar dólares para o Peru. Na chegada ao aeroporto trocamos um pouquinho de dinheiro pra poder chegar no hotel. O câmbio estava a 2.69 com 3% de taxa.

Em Miraflores, fomos a uma das muitas casas de câmbio espalhadas na avenida José Larco e trocamos o restante do dinheiro. O câmbio estava a 2.89 sem nenhuma taxa.

É claro que cartões de credito dão menos trabalho, mas pra quem gosta de dinheiro vivo ou aperta todas as economias possíveis, trocar o dinheiro no Brasil é sempre roubada. Pra levar e trocar no Peru, a melhor moeda é o dólar, mas o real estava com câmbio bom também de 1.04.

O que acontecia na prática se você levasse 2 mil reais:

Trocando dólares no Peru: 2000 reais = 781.25 dólares. 2000 reais = 2.257 soles (dólar estava a 2.56 – out/2014)

Trocando reais no Peru. 2000 reais = 2.080 soles

Cotação do Banco Safra: 1 real = 1.16 soles + 0.38% IOF + 30 reais de taxa + taxa de câmbio agência.  2000 reais = 1.720 soles

Eu queria não ter ido pra Machu Picchu

A madrugada anterior foi de sono nenhum. Fechava os olhos, não tinha sono, só medo do despertador. Acordei assustada, acelerada. Esqueci os óculos no quarto, enjooei de nervoso na subida do ônibus, senti frio de dentro pra fora. Perdi o fôlego na subida das escadas, precisei de pausas pra me recuperar.

Dei de cara com um sonho, minhas pernas quase não aguentaram (não pelas escadas!), meus olhos ficaram molhados debaixo dos óculos, meu corpo tremeu por dentro e já não era frio. Aquilo tudo era infinitamente mais do que eu esperava.

Depois de horas admirando debaixo de sol forte, tava na hora de ir embora. Durante muitas outras horas, fechava os olhos e imprimia aquele mesmo verde lindo, com aquela mesma sensação.

Já passou mais de uma semana e cada vez meus olhos imprimem menos, meu corpo sente menos. Puxo o ar e não sinto mais o cheio da grama aparada pelas llamas, o calor do Rio não me esquenta como o mesmo conforto daquela manhã de sol a pino.

Eu queria não ter ido pra Machu Picchu. Queria poder sentir de novo o que senti naquele 09 de outubro, com gosto de primeira vez. Hoje, morro de inveja dos que ainda não foram pra Machu Picchu. Vocês vão ter a sensação de viver aquele lugar pela primeira vez. E, por favor, tenham! Eu só queria não ter ido – ainda – pra Machu Picchu.

Machu Picchu
Machu Picchu

#VaiTerPeru – Vale Sagrado, dia 6

Deixamos o transporte já pechinchado na véspera e, às 8h, nosso novo amigo e motorista, César, já estava nos esperando na porta do hotel. Como íamos voltar para Cusco depois de Machu Picchu, nossas malas ficaram no depósito e partirmos de mochila. O dia prometia ser longo: Moray, Ollantaytambo e Águas Calientes. Estávamos nos aproximando do grande dia.

Eu sempre adorei a sensação de descobrir. Pode ser que uma pessoa pra quem você torcia o nariz seja legal, pode ser que você seja bom em um esporte que nunca praticou, pode ser que a coroa com quem divide o elevador tenha uma história de vida bacana e pode ser que o caminho que te leva onde você quer chegar seja incrível e cheio de paisagens de tirar o fôlego. Saí de Cusco com expectativas baixas e me apaixonei pelos Nevados de Chicon, pela cor das montanhas, pelos Toritos de Pukara e até pela simplicidade da propaganda política local.

Nevados de Chicon, Urubamba - Vale Sagrado
Nevados de Chicon, Urubamba – Vale Sagrado

Para chegar até Moray, vá até o meio do nada, depois se afaste mais alguns quilômetros verde a dentro e voilà! A maneira alternativa ao carro, era ir até a entrada de Moray de ônibus ou van e depois pegar um táxi até o sítio arqueológico. A estimativa é que o taxi custasse cerca de 50 soles.

Depois de muito chão – e ovelhas atravessando nosso caminho – chegamos em Moray para entender um pouco mais dos costumes dos Incas e como organizavam e inventavam sua tecnologia agrícola. A entrada em Moray é uma das atrações incluídas no Boleto Turístico e o passeio leva cerca de 45 minutos. Andamos com calma porque as subidas cansam, tiramos muita foto e até testamos o eco do lugar! Vale muito a parada!

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Na hora de seguir viagem o César foi muito feliz na escolha. Trocou o trecho mais rápido com muita estrada pela descida lenta no meio das montanhas até chegarmos a Ollantaytambo. Esse caminho, com certeza, não é indicado pra alguém que não conheça o lugar e esteja com carro alugado ou queira se aventurar a andar. Foi um desfile de vista linda atrás de outra ainda mais maravilhosa. Quem tiver a oportunidade, tem que procurar descer de carro por ali.

A parada em Ollantaytambo é para visitar mais um conjunto de ruínas incas, que levam o mesmo nome da cidade. A entrada também está incluída quando se compra o Boleto Turístico. Disparado, é a atração que exige mais esforço físico do turista. Muuuuitas escadas de pedra, com degraus irregulares e muito cansativa. Visualmente, tudo bastante bonito. Os incas tinham muito bom gosto nas suas construções!

A cidade é pequena e paramos pra almoçar bem no centrinho, perto das ruínas, num restaurante chamado Puka Rumi. Simples, comida gostosa e preço honesto. Retiramos nossos bilhetes na estação de trem e pouco depois das 16h embarcamos no trem pra Águas Calientes. Depois de um lindo caminho com direito à chuva no teto de vidro do trem, chegamos a Águas Calientes, nossa última parada antes de Machu Picchu.

A cidade é minúscula. Assim que descemos, compramos as passagens de ônibus para subir para Machu no dia seguinte cedinho. O trajeto estação de trem – hotel – restaurantes não leva mais de 5 minutos, mesmo andando no ritmo de altitude.

Assim que chegamos em Águas Calientes, um misto de euforia e ansiedade tomou conta de mim. Entrei no looping de organizar as coisas pro dia seguinte, tomar banho, acompanhar o que o Diego estava assistindo na Globo Internacional, colocar tudo que precisava de bateria pra carregar, trocar coisas de mochilas, escolher onde comer e tentar manter a calma.

Jantamos numa pizzaria chamada Pueblo Viejo (pizza honesta, atendimento e ambiente nem tanto). A esta altura, já pouco me importava. Voltamos pro hotel e, às 22h30, estávamos prontos pra dormir … ou pelo menos sonhar acordados!

#VaiTerPeru – Cusco, dia 5

Depois das doses de chá de coca e de uma boa noite de sono, acordamos dispostos e super animados pra curtir a vida na altitude: os planos eram simples e quando levantamos às 8h da madrugada mal sabíamos que um dia inesquecível tava esperando por nós.

Saímos rumo ao centro pra que a Ana pudesse praticar seu novo esporte preferido: pechinchar. Fechamos com um taxista pra subir com a gente até Tambomachay. De lá ele nos deixaria e seguiríamos nosso caminho. O caminho era fácil pelas ruínas bem próximas da cidade: Tambomachay, Pukapukara, Quenko, Sacsayhuman e descida a pé até a Plaza de Armas.

Ruínas, ruínas, fotos, mais ruínas, mais fotos, histórias nos guias, ônibus roots, fotos e escadas pra chegar de volta a Cusco. Pra fazer o passeio, compramos o boleto turístico e pudemos entrar em todos os lugares.

Tantas escadas, fotos – e ruínas, é claro! – serviram pra abrir nosso apetite. Fomos correndo sem ar para o Cicciolina, restaurante mais recomendado do guia. E ele não era bom. Era incrível, maravilhoso, extraordinário, melhor resturante que eu já comi na vida! Ceviche de entrada, pãozinho com molho de tomate dos deuses de couvert, massa negra com camarões, molho de gengibre e queijo grana padano. A melhor refeição do universo! Vale a passagem pra cusco, aguentar a altitude, ser punido e ter que fazer exercícios físicos na ladeira cusquenã. Tudo por essa maravilha.

Melhor prato do universo - Cicciolina

Depois do almoço, passeio por Cusco em um dia liindo de sol, com pessoas coloridas e crianças vendendo chaveiros de alpacas por todos os cantos. Descanso no hotel e preparativos para a noite. Mesmo com muita chuva lá fora, nos animamos, vestimos nossos casacos peruanos e caímos na rua.

Já que o guia tinha acertado no almoço, fomos na dele de noite. A escolha da vez foi pizza no La Bodega, mas o que nos fez querer abraçar o pizzaiollo foi a entrada maravilhosa de pão de alho. Tãao maravilhosa que não deu tempo nem de fotografar.

Pra fechar a noite, descemos a rua correndo pro Museo del Pisco e o que aconteceu naquele lugar é difícil de explicar com palavras, por isso vai ter vídeo. Assim que chegamos, nossa nacionalidade secreta foi descoberta e fomos brindados com música brasileira e uma exposição constrangedora pra quem ainda não tinha bebido um gole sequer: eu e Ana sambando pra todo o restaurante. Depois de beber pisco de canudo, a coisa foi ficando mais solta e ainda pior. No encerramento do espetáculo, uma apresentação da tradicional “dança del fuego”. O nome é quase auto-explicativo porque pra ser melhor tinha que ser “dança del fuego en el rabo”. Na plateia, o casal escolhido fomos eu e Diego. Poucas vezes tive tanta vergonha e me diverti tanto ao mesmo tempo.

Pra encerrar, Ana pediu pro cantante chamar el brasileño pra uma palinha no atabaque. E meu marido, muita modéstia à parte, encerrou a noite com um show! Se um dia virar hippie, volto com um marido músico pra Cusco. Vamos conseguir levar a vida com música, fiesta e fuego!

#VaiTerPeru – Cusco, dia 4

Saímos cedo de Lima pra pegar o avião rumo a Cusco. Pra chegar mais perto de Machu Picchu era preciso dar adeus à orla limeña e rumar pra altitude de Cusco. E assim embarcamos rumo aos temidos quase 4 mil metros da capital inca.

Antes mesmo de pousar, as montanhas de Cusco impressionam e pintam a cidade inteira em tons de argila. Um friozinho na barriga pra descer entre as montanhas, uma pechinchada pro táxi do aeroporto e chegamos ao nosso hotel, perto da Plaza de Armas.

Tentamos seguir as recomendações e descansar um pouco antes de sair do hotel, mas a fome também era grande lá pelas 14h. Fomos em busca de um restaurante e ai começou pra valer: el soroche ou simplesmente mal de altitude.

Ainda na esteira do aeroporto, o Lucas começou a sentir um pouco de dor de cabeça. Antes de sair, tomamos uma xícara de chá de coca pra ajudar, mas não foi suficiente.

Chá de Coca - a salvação del soroche
Chá de Coca – a salvação del soroche

Na descida pra Plaza de Armas, um cansaço maior que o habitual; na ladeirinha pra chegar no restaurante, falta de ar; no primeiro gole de Cusqueña, fim de jogo pro Diego: dor de cabeça forte, enjôo, tonteira, lábios roxos e falta de ar. Duas garrafas de água depois, ele conseguiu aproveitado delicioso strogonoff de alpaca – a irmã da llama. Mas ficou claro pra gente que conviver com o soroche não seria fácil mas primeiras horas.

E o primeiro dia em Cusco não deu pra quase mais nada além de umas fotos na praça, uma subida quase assassina de ladeira e mais uma dose de chá de coca. Vale controlar a ansiedade, “perder” o primeiro dia na cidade e seguir regrinhas básicas: tomar chá de coca quando chegar e dormir umas duas horinhas antes de sair do hotel, pegar leve no ritmo da caminhada e na quantidade de comida, beber muita água e ter uma boa noite de sono.

Pra gente, depois do primeiro susto, essa receita funcionou pra driblar el soroche. No dia seguinte acordamos 100% pra aproveitar um dia inesquecível!

#VaiTerPeru – Lima, dia 3

Lima estava em clima de eleições. Centenas de placas de candidatos e propaganda política por todos os lados. Enquanto escolhíamos nosso novo presidente (e governadores, senadores e deputados), os limeños saíram de casa para escolher os alcaides de seus bairros em elecciones municipales. Como a  embaixada do Brasil era muito perto do nosso hotel, tentamos justificar o voto, mas a fila e a burocracia eram grandes. Também não era possível votar sem ter feito um cadastro prévio, cujo prazo expirou antes mesmo de marcarmos a data.

Depois da nossa tentativa eleitoral fomos passear pelo Barranco, bairro boêmio à noite e gracioso com casas coloridas ao sol durante o dia. A principal atração diurna do Barranco é a Puente de los suspiros. Como a ponte estava em obras, seguimos para duas outras atrações ali pertinho: a bajada para el mar e el mirador. Fiquei bastante decepcionada com os dois, que ficam num lugar lindo na orla, mas são muito mal cuidados.

Do Barranco à Miraflores a orla é incrível e fomos caminhando por mais ou menos 1h30, parando pra tirar fotos e aproveitar o vento fresquinho e a vista. O sol, que quase não aparece em Lima, não foi nada tímido e esquentou nosso domingo.  Se na véspera, só com mormaço já ficamos bronzeados, a tarde de sol fez estrago nos despreparados sem filtro solar.

Fomos curtir o pôr do sol na beira do Pacífico, em um dos restaurantes mais famosos de Lima, o Rosa Náutica. Muitos surfistas, parapentes aproveitando o fim da tarde e um serviço excelente sobre o mar. Mais que um bom restaurante, uma experiência incrível.

Voltamos para o hotel pra conseguir acompanhar a apuração das urnas no Brasil e a repercussão doa resultados do primeiro turno. Mais tarde, antes de mais uma noite no cassino, voltamos no La Lucha. Desta vez, fomos de hamburguesa. Sem dúvidas, ficou com o título de melhor hamburguer e melhor fast fooda da vida. É quase crime vir à Lima e nã conhecer o La Lucha Sanguchería!

Das atrações que gostaria de conhecer ficou faltando o Circuito del água, um festival de águas e luzes que acontece todas as noites no Parque de Reserva e parecia ser legal.

Sobre a segunda noite de cassino, basta lembrar que ‘sem sorte no jogo, feliz no amor’ e que estamos os quatro muito realizados com nossas vidas a dois! 😦 🙂

#VaiTerPeru – Lima, dia 2

Lima é uma cidade grande com um centro conturbado e especialmente feio. A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor, tem a sede do governo e a Catedral. Atrás da Catedral, a Igreja de San Francisco. Pra completar a lista de atrações do centro, ali pertinho tem a Plaza San Martín.

Uma coisa que me chamou atenção em Lima: as igrejas fecham as portas. Para visitar a Catedral, chegue antes de 13h, para ver a igreja de San Francisco, até às 14h. Em outros pontos da cidade também passamos por diversas igrejas de portas fechadas.

O Palacio de Gobierno tem diariamente ao meio-dia a cerimônia da troca da guarda, inspirada no ritual londrino, com muito menos pompa, certamente. A Plaza San Martin lembr os padrões de praças europeias amplas e com prédios lindos por todos os lados. É lá que se encontra o bar ‘Estádio’ com uma decoração sensacional dos principais clubes do mundo. Entre os cariocas, nenhuma menção a Vasco ou Botafogo.

No fim da tarde fizemos um tour em Huaca Pucllana para conhecer as ruínas Limeñas. Vale à pena pra quem gosta de história, arquitetura e se pergunta como o lugar continua de pé mesmo depois de tantos terremotos na capital peruana.

O grande destaque do dia foram as atrações gastronômicas. Dormimos até um pouco mais tarde e perdemos o café do hotel. Saímos em busca de uma boa opção e encontramos o ‘El pan de la chola’, em Miraflores. Sem nenhuma dúvida, um dos melhores pães que já comi. Dividimos duas opções: queso e caprese. Difícil até agora escolher o melhor.

No almoço, fomos no aguardado Pescados Capitales. Lugar muito bonito, cardápio criativo baseado em cada um dos pecados capitais, muitos frutos do mar e atendimento excelente. Fomos de gula e preguiça, sem nenhum arrependimento. Ainda na onda de provar bebidas típicas, fui de ‘chicha morada’ geladinha. Parece quentão com gelo e groselha. Deu pra beber, mas nenhuma vontade de repetir a dose.

Pra fechar a noite, fomos provar ‘las mejores papas fritas del Peru’ no ‘La Lucha Sanguchería’. Sanduíche excelente de pão com lomo e queijo. Batata maravilhosa, mais docinha, corte grosso e com casca. Mais que aprovadas!

Na volta pra casa, Diego e Lucas resolveram se arriscar em um dos muitos cassinos espalhados pela cidade. Com algumas risadas, a experiência antropológica valeu à pena: saldo da roleta foi de 40 soles de lucro!