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Volta ao Mundo em pedaços!

A vida é muito curta para não viajar!

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Brasil

O Brasil é quase um mundo separado na nossa volta ao mundo em pedaços. Baseados no Rio de Janeiro, vamos buscando também peças pelo Brasil para completar o mapa do nosso país tropical – abençoado por Deus e bonito por natureza!

Parrachos de Maracajaú, RN

O paraíso tem nome e sobrenome: Parrachos de Maracajaú, no Rio Grande do Norte. Desde a primeira vez que vi fotos do lugar me apaixonei e só sosseguei depois que fui pra lá conhecer esse pedacinho do paraíso! Continue Lendo…

Motivos pra se encantar com Niterói: o Parque da Cidade

Uma piadinha entre cariocas e niteroienses fala, de diferentes maneiras, sobre o lado bom de Niterói: a vista pro Rio. E ela é estupenda. Do Mac, de Icaraí, das praias da região oceânica, da estação das barcas. De todos esses lugares o Rio é lindo de se ver, mas é ainda mais especial do Parque da Cidade.

“Se encontraram então no Parque da Cidade

 a Mônica de moto e o Eduardo de camelo”

O Parque do Eduardo e da Mônica fica lá em Brasilía, mas não dá pra perder o de Niterói. Ele fica de frente pra Baía de Guanabara recortada pela Ponte Rio Niterói, com vista pra enseada de Botafogo e seu lindo Pão de Açúcar, com o belo recorte dos morros que desenham o horizonte da cidade – abençoado lá de cima pelo Cristo Redentor. É de tirar o fôlego!

Parque da Cidade, Niterói

O Parque da Cidade é um ótimo lugar pra fazer um pique nique aproveitando a vista. Se você conseguir cansar de olhar o Rio, do outro lado ainda tem de brinde a vista das praias de Niterói. Não dá pra reclamar!

Parque da Cidade, vista de Niterói

Como chegar: Sempre tem a turma que sobe caminhando (ou correndo!) e a subida deve demorar entre 40 minutos e 1 hora, mas chegamos de carro por uma estradinha íngreme e bem estreita. É bem fácil de chegar, com muitas placas sinalizando quando você chega em São Francisco. Pra ajudar, dá só uma olhadinha no mapa! Usei como ponto de saída o McDonald’s que fica ali na entrada de São Francisco.

Costão de Itacoatiara – um pouco de aventura em Niterói

Um grande clichê entre os cariocas é dizer que o melhor de Niterói é a vista pro Rio. Eu sei, a vista pro Rio é mesmo deslumbrante, mas as vistas pras coisas lindas de Niterói também são um ponto alto da cidade. Entre elas, se destaca a vista do Costão de Itacoatiara.

O Costão de Itacoatiara fica na famosa praia de Itacoatiara, é claro. Itacoá, ItacoatiARADISE ou ItaCROÁCIA é mesmo um pedacinho do paraíso na Região Oceânica. A praia é um point dos niteroienses descolados e um ótimo lugar pra aproveitar o dia de sol. O Costão é a pedra que fica no canto esquerdo da praia – se você estiver olhando para o mar.

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A Subida

Eu estou longe de ser uma atleta e consegui subir o Costão, mas preciso dizer: Cansa!

A subida dura ao todo em torno de meia hora e é dividida em duas partes. O primeiro trecho dura cerca de 10 minutos e a subida é feita na parte com mata, usando os degraus formados por pedras e troncos de árvores. O segundo trecho é a parte mais longa e também mais punk. São 20 minutos subindo pelas pedras, com muitos trechos em que é preciso apoiar as mãos no chão! Tem que ter concentração, equilíbrio e um poquinho de força nas panturrilhas também ajuda!

O esforço vale à pena quando se chega lá em cima. A vista é simplesmente maravilhosa!

Costão de Itacoatiara, NiteróiNa hora de descer, muito cuidado e equilíbrio pra não escorregar! Depois da aventura, todo mundo merece um mergulho no mar!

Dá muito medo?
Antes de ir, eu tinha ouvido alguns relatos tensos sobre a subida. Pra mim, o grau de dificuldade é razoável, você precisa ser cuidadoso, mas não é o tipo de coisa que você se sente o tempo todo em perigo.

Como chegar:
Vá até a Praia de Itacoatiara e ande até o final à esquerda, em diração ao Costão. Seguindo o fluxo dos carros, um pouco mais adiante, você vai encontrar a guarita onde começa a trilha. Não tem erro!

O que levar:
Água é indispensável! É sempre bom ter alguma coisa de comer na bolsa, como barrinhas de cereal.

Use protetor solar e, de preferência, vá de tênis.

Roupa de banho é sempre uma boa pedida pra se refrescar na praia depois da descida!

Mirante Dona Marta e a visão privilegiada do paraíso

O Mirante Dona Marta tem uma das vistas mais privilegiadas do Rio. Ele fica entre o Cristo Redentor e a Enseada de Botafogo, proporcionando uma vista incrível do Cristo, do Pão de Açúcar, da Lagoa Rodrigo de Freitas e de algunas otras cositas dessa cidade maravilhosa! É um dos meus lugares preferidos e parada obrigatória pra quem quer admirar e conhecer as belezas do Rio de Janeiro.

Vista Panorâmica do Mirante Dona Marta, com os principais cartões postais do Rio de Janeiro: Pão de Açúcar, Cristo Redentor e Lagoa Rodrigo de Freitas
Vista Panorâmica do Mirante Dona Marta, com os principais cartões postais do Rio de Janeiro: Pão de Açúcar, Cristo Redentor e Lagoa Rodrigo de Freitas

Pra chegar no Mirante Dona Marta há dois caminhos: de trilha ou de carro.

1 – trilha pelo morro Dona Marta:
O Dona Marta abriga uma das favelas pop do Rio. A partir da Rua São Clemente, em Botafogo, você pode subir de funicular, visitar a Laje do Michael Jackson e depois fazer uma trilha pela mata até o mirante. A trilha pela mata dura cerca de 25 minutos e pode ser considerada leve. Tem um trecho mais íngreme que precisa ser feito com o apoio de uma corda e depois seguir subindo usando os bambus da lateral.

Dica importante: a trilha é leve, mas ainda é trilha. Melhor estar de tênis, estar alimentado e ter água na mochila.

Subida no funicular da Favela Santa Marta, no Morro Dona Marta
Subida no funicular da Favela Santa Marta, no Morro Dona Marta

2 – de carro:
Acesso pela Estrada das Paineiras, a mesma que dá acesso ao Morro do Corcovado, onde fica o Cristo Redentor. Seguir pela R. Cosme Velho até à Ladeira dos Guararapes. Na ladeira, entrar na rua Conselheiro Lampreia, à direita. A partir daí, já na Estrada das Paineiras, seguir as placas indicativas. “Mirante Dona Marta” em aplicativos de GPS te leva pra lá bem rápido e sem erros. Saindo do Cosme Velho/ Laranjeiras ou Lagoa, a subida pro Mirante Dona Marta não demora mais de 20 minutos!

Informações práticas:

O Mirante não tem muita estrutura, nenhuma barraquinha de venda de água ou comida. Lá tem espaço para estacionamento gratuito e não há cobrança de bilhete para a entrada. É só chegar e se deliciar nas opções de vista deslumbrantes. Não dá pra perder, né?

A vista:

Além do lado em que se vê a enseada de Botafogo, o heliponto tem essa maravilhosa vista do Cristo Redentor com a Lagoa Rodrigo de Freitas de fundo.

Cristo Redentor e Lagoa Rodrigo de Freitas vistos do heliponto do Mirante Dona Marta, no Rio de Janeiro
Cristo Redentor e Lagoa Rodrigo de Freitas vistos do heliponto do Mirante Dona Marta, no Rio de Janeiro

Canela, a vizinha charmosa!

Para ir pra Canela saindo de Gramado, fechamos uma diária de carro. A logística foi perfeita porque esse foi mesmo o único momento que precisamos. No fim, valeu muito à pena não ter fechado um carro direto de Porto Alegre.

O passeio pra Canela é super fácil e muito bem sinalizado. Logo na entrada da cidade tem as indicações para os Parques da Serra – Ferradura e Caracol. São duas entradas diferentes e começamos pela de menor fila de carros.

A grande atração do Parque da Ferradura é o passeio de Teleférico. O passeio não tem grandes emoções, mas tem uma vista linda e vale bastante à pena. São ao todo três paradas, todas com descida de passageiros. A vista para a Cascata é linda e na batida da cachoeira tinha um lindo arco-íris. 🙂

Crédito da foto: Facebook oficial dos Parques da Serra

De lá fomos direto para Parque Nacional do Caracol. A atração principal, óbvio, é a Cascata do Caracol, mas quem tem disposição pode vê-la bem de pertinho depois de encarar a “escada da perna bamba”.

Começamos pela escadaria sem fim, com 756 degraus pra cima e pra baixo. Na metade da descida, o nome já fica claro. Haja perna!  Mas o esforcinho faz todo sentido! A vista é maravilhosa lá embaixo, bem pertinho da cachoeira. Só é difícil conseguir uma boa foto.

Haja perna! Escada da Perna Bamba - Parque Nacioanal do Caracol. Canela - RS
Haja perna! Escada da Perna Bamba – Parque Nacioanal do Caracol. Canela – RS
Algumas das nossas tentativas de tirar fotos contra o sol!
Algumas das nossas tentativas de tirar fotos contra o sol!

Depois de muitas tentativas de fotos, sebo nas canelas pra subir de volta. Demos algumas paradinhas no caminho, mas sobrevivemos! Fiquei impressionada com a quantidade de gente louca fazendo o passeio: velhinhas, mães com crianças de colo, pessoas muuuito acima do peso. Mas no fim, cada um no seu ritmo, cada um aproveita a vista e todos sobrevivem – eu acho. Na subida, algumas paradinhas pra respirar e fotos no mirante. Sacrifício nenhum e muitos sorrisos pra um lugar lindo!

No caminho de volta para o centro, seguimos dicas de guloseimas e paramos no Castelinho do Caracol para provar o apple strudel deles, que é bem tradicional e famoso. O passeio dentro do Castelinho parecia ser furada e fugimos, não sem antes garantir nosso apple strudel pra viagem. Comemos no jardim e era mesmo delicioso. O ponto dramático é que o talher era de palito de madeira, eu tenho TOC com palito e me deu um trabalho danado pra conseguir comer.

No centro de Canela a principal atração é a Catedral de Pedra, bem no meio da cidade. A igreja é bastante bonita por fora, bem simples por dentro e vale dar uma paradinha pra olhar e bater fotos.

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Diego é um grande fã de aventuras – também conhecidas como invencionices, e embarquei na ideia de ir no Alpen Park. O passeio foi engraçado e nos rendeu uma voltinha veloz no Trenó!

Só voltamos pra Gramado depois que o sol já tinha se posto e o quando o frio já estava começando a apertar. Canela é mais que uma vizinha charmosa, é parada obrigatória pra quem estiver em Gramado!

Gramado – Comer, Dormir e Amar

Minha cabeça tem uma dúzia de roteiros nacionais prontinhos, só esperando pra sair do forno. No episódio alcoolizado da compra de Buenos Aires, um deles saiu. Um pouquinho de reflexão sobre as datas (tinha que ser pós-Copa) e o desejo de aproveitar um pouquinho de frio e descansar decidiram que nosso destino seria Gramado, no último fim de semana de julho.

Fomos de avião pra Porto Alegre e de lá pra Gramado. Qual o melhor jeito de fazer o trajeto porto alegre gramado?

No aeroporto tem 4 empresas de aluguel de carro. Cada diária saindo uns 130 reais e tem que devolver o tanque cheio. Optamos por pegar um ônibus. O bilhete é comprado no próprio aeroporto e custa 33 reais para cada trecho. Os ônibus saem da rodoviária de Porto Alegre e param no aeroporto antes de pegar a estrada. A viagem dura umas 2h, da quais eu devo ter ficado acordada uns 20 minutos (fiquei prestando atenção na conversa de duas mulheres que falavam sobre um recém-nascido com um nome exótico e qual seria o impacto do nome na vida da criança. Também falavam que era dia da avó, mas não era – nunca perdi um dia da avó – era no dia seguinte. Não me intrometi na conversa e me entreguei ao sono).

A rodoviária de Gramado fica bem no centro da cidade e de lá fomos andando para o nosso hotel. A mudança de temperatura de Porto Alegre para a Serra era claríssima e o Diego era a única pessoa de bermuda na cidade. Neste fim de semana a previsão do tempo era que fizesse temperaturas abaixo de 0 grau e, possivelmente nevasse, o que é bastante raro! Já batendo queixo pela rua fomos nos trocar no hotel e começou oficialmente a temporada de Gramado: comer, dormir e amar.

De gorro, luva e cachecol - saudades do frio!
Aproveitando pra desfilar de gorro, luva e cachecol – saudades do frio!

Os passeios: Quando pesquisamos sobre Gramado encontramos várias atraçõeszinhas e decidimos arriscar as melhores dentro do que poderia nos agradar.

Mini-mundo: custa 20 reais a entrada cada adulto. É um espaço amplo, com maquetes de vários lugares reais construindo um mundo em miniatura. Legal pra crianças, arquitetos e curiosos. Nota 4 pra mim. No vocabulário do Diego; “um lixo”.

Lago negro: é um lago bonito, com árvores em volta e ponto. Andamos de pedalinho, tiramos fotos e foi legal. Estava com uma calça que escorregava no banco e foi bastante difícil pra pedalar. Não sou muito fã de estar dentro d’água, mas gostei. No fim dos 20 minutos, estava torcendo pra acabar logo. Nota 7 pra mim. No vocabulário do Diego, “normal”.

Gosto de fazer tudo possível andando e só pegamos um táxi para ir num lugar mais afastando: a fábrica de chocolate Caracol, O passeio entra fácil no top 5 de piores coisas que já fiz em viagens (ou na vida!). Achei que o Diego ia se matar ou me matar. Saímos vivos! Ao lado tem uma loja Florybal onde paramos pra tomar um chocolate quente e nos recuperar (depois da experiência do passeio nem os chocolates deles eu queria mais).

Nessa mesma estrada (que leva de Gramado pra Canela), tem alguns outros museus que não quisemos arriscar (cera, carros, monstros, velocidade) e vários outlets de roupas e artigos de couro. Como não sou muito fã de compras, não paramos por lá. Uma outra atração de Gramado que passamos foi o Snowland, um parque temático de neve. Preferimos não arriscar a aventura. Tava gostoso demais aproveitar o aquecedor do hotel! 🙂

Passeio de pedalinho no Lago Negro em Gramado. Diego pedalando e eu com medo de afundar!
Passeio de pedalinho no Lago Negro em Gramado. Diego pedalando e eu com medo de afundar!

As delícias: desde sempre eu sabia que essa viagem seria muito útil para uma coisa que adoramos: comer bem. E fomos positivamente surpreendidos!

Fondues: O Diego é desses que quando gosta de uma coisa não quer arriscar nada diferente (bom pra mim, eu acho!), inclusive com restaurantes. Se dependesse dele, comeríamos fondue todos os dias – e no mesmo lugar! Das três noites que passamos em Gramado, em duas delas, saímos pra jantar fondue.

No primeiro dia fomos de fondue na pedra, onde a carne é grelhada numa pedra coberta de sal. Nham! Na última noite fomos de fondue tradicional com as carnes grelhadas ao vinho. Nham! (2)

Descobertas:
– nunca aceite uma coisa que chama vinho de mesa.
– carne quentinha com geleia é bizarro e delicioso
– fondue de chocolate branco é tão bom que a cada frutinha molhada ali é capaz de se perder um dia de vida na sua conta final.

No sábado à noite escolhemos jantar em um restaurante tradicional de massas, o Cantina Pastasciutta. Uma graça de lugar, com decoração com motivos italianos e a melhor massa que ja comi na vida!!! (Quando fui pra Itália guardava todo o dinheiro pra pubcrawls e espero conseguir aproveitar melhor a culinária e destruir esse rótulo da próxima vez!). Fomos de gnocci aos 4 queijos. Lá não é super barato, mas vale muito à pena! Torcendo por uma filial no Rio!Gnocci  - quatro queijos
Chocolate quente: eu adoro chocolate quente (morninho, na verdade!), mas mudei todos os meus conceitos depois dos que provei em Gramado. São mais espessos, fortes, parecem um chocolate derretido no copo, brigadeiro quente um pouco mais ralo. De lamber os beiços! Tem que provar.

Chocolatinhos: eles tem algumas fábricas locais de chocolate, as mais famosas são: Florybal e Caracol. Os chocolates tem gosto mais artesanal, diferente das grandes marcas, uma delícia. Ótima pedida pra trazer de presente pra família e amigos!

Gramado é um ótimo lugar pra passar um fim de semana, namorar, relaxar e comer bem. Dá pra fazer tudo andando, pra dormir até mais tarde e aproveitar um friozinho delicioso na Serra Gaúcha. Além de ser uma ótima pedida, Gramado ainda tem uma vizinha muito charmosa: Canela. Mas isso é assunto pra um próximo post!