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Volta ao Mundo em pedaços!

A vida é muito curta para não viajar!

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Gramado e Canela

Canela, a vizinha charmosa!

Para ir pra Canela saindo de Gramado, fechamos uma diária de carro. A logística foi perfeita porque esse foi mesmo o único momento que precisamos. No fim, valeu muito à pena não ter fechado um carro direto de Porto Alegre.

O passeio pra Canela é super fácil e muito bem sinalizado. Logo na entrada da cidade tem as indicações para os Parques da Serra – Ferradura e Caracol. São duas entradas diferentes e começamos pela de menor fila de carros.

A grande atração do Parque da Ferradura é o passeio de Teleférico. O passeio não tem grandes emoções, mas tem uma vista linda e vale bastante à pena. São ao todo três paradas, todas com descida de passageiros. A vista para a Cascata é linda e na batida da cachoeira tinha um lindo arco-íris. 🙂

Crédito da foto: Facebook oficial dos Parques da Serra

De lá fomos direto para Parque Nacional do Caracol. A atração principal, óbvio, é a Cascata do Caracol, mas quem tem disposição pode vê-la bem de pertinho depois de encarar a “escada da perna bamba”.

Começamos pela escadaria sem fim, com 756 degraus pra cima e pra baixo. Na metade da descida, o nome já fica claro. Haja perna!  Mas o esforcinho faz todo sentido! A vista é maravilhosa lá embaixo, bem pertinho da cachoeira. Só é difícil conseguir uma boa foto.

Haja perna! Escada da Perna Bamba - Parque Nacioanal do Caracol. Canela - RS
Haja perna! Escada da Perna Bamba – Parque Nacioanal do Caracol. Canela – RS
Algumas das nossas tentativas de tirar fotos contra o sol!
Algumas das nossas tentativas de tirar fotos contra o sol!

Depois de muitas tentativas de fotos, sebo nas canelas pra subir de volta. Demos algumas paradinhas no caminho, mas sobrevivemos! Fiquei impressionada com a quantidade de gente louca fazendo o passeio: velhinhas, mães com crianças de colo, pessoas muuuito acima do peso. Mas no fim, cada um no seu ritmo, cada um aproveita a vista e todos sobrevivem – eu acho. Na subida, algumas paradinhas pra respirar e fotos no mirante. Sacrifício nenhum e muitos sorrisos pra um lugar lindo!

No caminho de volta para o centro, seguimos dicas de guloseimas e paramos no Castelinho do Caracol para provar o apple strudel deles, que é bem tradicional e famoso. O passeio dentro do Castelinho parecia ser furada e fugimos, não sem antes garantir nosso apple strudel pra viagem. Comemos no jardim e era mesmo delicioso. O ponto dramático é que o talher era de palito de madeira, eu tenho TOC com palito e me deu um trabalho danado pra conseguir comer.

No centro de Canela a principal atração é a Catedral de Pedra, bem no meio da cidade. A igreja é bastante bonita por fora, bem simples por dentro e vale dar uma paradinha pra olhar e bater fotos.

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Diego é um grande fã de aventuras – também conhecidas como invencionices, e embarquei na ideia de ir no Alpen Park. O passeio foi engraçado e nos rendeu uma voltinha veloz no Trenó!

Só voltamos pra Gramado depois que o sol já tinha se posto e o quando o frio já estava começando a apertar. Canela é mais que uma vizinha charmosa, é parada obrigatória pra quem estiver em Gramado!

Gramado – Comer, Dormir e Amar

Minha cabeça tem uma dúzia de roteiros nacionais prontinhos, só esperando pra sair do forno. No episódio alcoolizado da compra de Buenos Aires, um deles saiu. Um pouquinho de reflexão sobre as datas (tinha que ser pós-Copa) e o desejo de aproveitar um pouquinho de frio e descansar decidiram que nosso destino seria Gramado, no último fim de semana de julho.

Fomos de avião pra Porto Alegre e de lá pra Gramado. Qual o melhor jeito de fazer o trajeto porto alegre gramado?

No aeroporto tem 4 empresas de aluguel de carro. Cada diária saindo uns 130 reais e tem que devolver o tanque cheio. Optamos por pegar um ônibus. O bilhete é comprado no próprio aeroporto e custa 33 reais para cada trecho. Os ônibus saem da rodoviária de Porto Alegre e param no aeroporto antes de pegar a estrada. A viagem dura umas 2h, da quais eu devo ter ficado acordada uns 20 minutos (fiquei prestando atenção na conversa de duas mulheres que falavam sobre um recém-nascido com um nome exótico e qual seria o impacto do nome na vida da criança. Também falavam que era dia da avó, mas não era – nunca perdi um dia da avó – era no dia seguinte. Não me intrometi na conversa e me entreguei ao sono).

A rodoviária de Gramado fica bem no centro da cidade e de lá fomos andando para o nosso hotel. A mudança de temperatura de Porto Alegre para a Serra era claríssima e o Diego era a única pessoa de bermuda na cidade. Neste fim de semana a previsão do tempo era que fizesse temperaturas abaixo de 0 grau e, possivelmente nevasse, o que é bastante raro! Já batendo queixo pela rua fomos nos trocar no hotel e começou oficialmente a temporada de Gramado: comer, dormir e amar.

De gorro, luva e cachecol - saudades do frio!
Aproveitando pra desfilar de gorro, luva e cachecol – saudades do frio!

Os passeios: Quando pesquisamos sobre Gramado encontramos várias atraçõeszinhas e decidimos arriscar as melhores dentro do que poderia nos agradar.

Mini-mundo: custa 20 reais a entrada cada adulto. É um espaço amplo, com maquetes de vários lugares reais construindo um mundo em miniatura. Legal pra crianças, arquitetos e curiosos. Nota 4 pra mim. No vocabulário do Diego; “um lixo”.

Lago negro: é um lago bonito, com árvores em volta e ponto. Andamos de pedalinho, tiramos fotos e foi legal. Estava com uma calça que escorregava no banco e foi bastante difícil pra pedalar. Não sou muito fã de estar dentro d’água, mas gostei. No fim dos 20 minutos, estava torcendo pra acabar logo. Nota 7 pra mim. No vocabulário do Diego, “normal”.

Gosto de fazer tudo possível andando e só pegamos um táxi para ir num lugar mais afastando: a fábrica de chocolate Caracol, O passeio entra fácil no top 5 de piores coisas que já fiz em viagens (ou na vida!). Achei que o Diego ia se matar ou me matar. Saímos vivos! Ao lado tem uma loja Florybal onde paramos pra tomar um chocolate quente e nos recuperar (depois da experiência do passeio nem os chocolates deles eu queria mais).

Nessa mesma estrada (que leva de Gramado pra Canela), tem alguns outros museus que não quisemos arriscar (cera, carros, monstros, velocidade) e vários outlets de roupas e artigos de couro. Como não sou muito fã de compras, não paramos por lá. Uma outra atração de Gramado que passamos foi o Snowland, um parque temático de neve. Preferimos não arriscar a aventura. Tava gostoso demais aproveitar o aquecedor do hotel! 🙂

Passeio de pedalinho no Lago Negro em Gramado. Diego pedalando e eu com medo de afundar!
Passeio de pedalinho no Lago Negro em Gramado. Diego pedalando e eu com medo de afundar!

As delícias: desde sempre eu sabia que essa viagem seria muito útil para uma coisa que adoramos: comer bem. E fomos positivamente surpreendidos!

Fondues: O Diego é desses que quando gosta de uma coisa não quer arriscar nada diferente (bom pra mim, eu acho!), inclusive com restaurantes. Se dependesse dele, comeríamos fondue todos os dias – e no mesmo lugar! Das três noites que passamos em Gramado, em duas delas, saímos pra jantar fondue.

No primeiro dia fomos de fondue na pedra, onde a carne é grelhada numa pedra coberta de sal. Nham! Na última noite fomos de fondue tradicional com as carnes grelhadas ao vinho. Nham! (2)

Descobertas:
– nunca aceite uma coisa que chama vinho de mesa.
– carne quentinha com geleia é bizarro e delicioso
– fondue de chocolate branco é tão bom que a cada frutinha molhada ali é capaz de se perder um dia de vida na sua conta final.

No sábado à noite escolhemos jantar em um restaurante tradicional de massas, o Cantina Pastasciutta. Uma graça de lugar, com decoração com motivos italianos e a melhor massa que ja comi na vida!!! (Quando fui pra Itália guardava todo o dinheiro pra pubcrawls e espero conseguir aproveitar melhor a culinária e destruir esse rótulo da próxima vez!). Fomos de gnocci aos 4 queijos. Lá não é super barato, mas vale muito à pena! Torcendo por uma filial no Rio!Gnocci  - quatro queijos
Chocolate quente: eu adoro chocolate quente (morninho, na verdade!), mas mudei todos os meus conceitos depois dos que provei em Gramado. São mais espessos, fortes, parecem um chocolate derretido no copo, brigadeiro quente um pouco mais ralo. De lamber os beiços! Tem que provar.

Chocolatinhos: eles tem algumas fábricas locais de chocolate, as mais famosas são: Florybal e Caracol. Os chocolates tem gosto mais artesanal, diferente das grandes marcas, uma delícia. Ótima pedida pra trazer de presente pra família e amigos!

Gramado é um ótimo lugar pra passar um fim de semana, namorar, relaxar e comer bem. Dá pra fazer tudo andando, pra dormir até mais tarde e aproveitar um friozinho delicioso na Serra Gaúcha. Além de ser uma ótima pedida, Gramado ainda tem uma vizinha muito charmosa: Canela. Mas isso é assunto pra um próximo post!