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Por dentro do Parlamento de Budapeste

A principal atração de Budapeste é, sem dúvidas, o Parlamento. Mais que uma atração local, ele é um dos prédios mais emblemáticos de toda a Europa. Mais que fotografar o seu exterior é possível conhecer o prédio por dentro, mas como lá funciona ainda hoje o Parlamento da Hungria, a visita tem muitas limitações.

Em época de alta temporada, especialmente, é importante comprar o bilhete e agendar a sua visita. A quantidade de pessoas é limitada por horário e os horários divididos por idioma. Para escolher o horário e idioma da visita e comprar seu bilhete, basta acessar o site. 

Para fazer a visita é obrigatório ter o bilhete impresso, por isso, é recomendável que você já leve seu bilhete impresso. Se você não tiver o bilhete, chegue bem mais cedo que o seu horário porque vai precisar passar pelo atendimento no balcão – e muitas vezes há filas.

Para entrar no Parlamento é preciso passar pelo controle nos detectores de metais, por isso, tenha certeza que não tem nenhum objeto que precisará ser descartado – as regras são bem parecidas com as regrinhas de aeroporto.

O passeio dura cerca de 30 minutos e passa por alguns corredores, pela entrada principal, pelo salão sob o domo e pela sala onde trabalham os parlamentares. Os guias estão preparados para contar sobre a arquitetura e história do prédio e através delas contar mais e envolver o visitante com a história da Hungria.

Sala onde os parlamentares húngaros trabalham
Sala onde os parlamentares húngaros trabalham

Pra quem vê o prédio de fora e imagina conhecê-lo inteiro, a visita é um pouco decepcionante. Mas o passeio vale bastante à pena, só é importante alinhar expectativas!

Budapeste – chegando e partindo de transporte público

Se você não está com muita bagagem e prefere economizar com transfer ou taxi, é fácil chegar e sair de Budapeste usando o transporte público. Vamos às opções:

De avião:

O aeroporto Internacional de Budapeste fica afastado da cidade e não tem estação de metrô que te leve até lá diretamente, mas mesmo assim, é fácil chegar. É preciso ir de metrô até a estação Kobánya-Kispet, na linha azul do metrô, e de lá pegar o ônibus 200E.

Você vai precisar ir para o ponto de ônibus do lado de fora da estação, mas não tem como errar! Além da estação ser muito bem sinalizada, a quantidade de pessoas que circulam a caminho do aeroporto é enorme e é impossível não encontrar a parada do ônibus. O bilhete que você usou no metrô não vale para o ônibus. É preciso comprar o bilhete do ônibus direto com o motorista.

De trem ou ônibus:

Além do aeroporto, existem dois outros pontos importantes de entrada e saída da cidade.

A estação de trem Budapeste-Keleti é integrada com a estação de metrô Keleti Pályaudvar, na linha vermelha. A estação de ônibus Budapeste-Népliget é integrada com a estação de metrô Népliget, na linha azul.

O que fazer em Budapeste?

Você já deve ter ouvido de um amigo que Budapeste é uma das suas cidades preferidas da Europa ou lido em algum lugar sobre o quanto Budapeste é imperdível – e não tem nenhum exagero nisso! Se você não tinha planos de conhecer a capital da Hungria, está na hora de editar sua lista de desejos.

Separadas pelo Rio Danúbio estão Buda e Peste, cidade alta e cidade baixa – respectivamente. Cada lado do rio tem seus encantos e dependendo de quantos dias você tem na cidade vale eleger que passeios fazer e organizar seus dias pela proximidade e afinidade das atrações. É possível conhecer as principais atrações de Budapeste em até dois dias de maratona, mas vale passar até uns 4/5 dias aproveitando as belezas e o clima agradável.

Preparei aqui uma lista do que você não pode perder de cada lado da Princesa do Danúbio e um mapinha com a localização das atrações pra você não se perder.

Budapeste, lado Buda:

A maior parte dos turistas que visita Budapeste se hospeda na cidade baixa então uma boa visita ao lado de Buda começa atravessando a Chain Bridge. Ela é uma das pontes mais emblemáticas da Europa e certamente a mais importante da capital húngara. A ponte como conhecemos hoje foi completamente reconstruída depois de ser derrubada durante a Segunda Guerra Mundial. Não seja tão pragmático na travessia. Vale ir passando devagarzinho, contemplando com atenção as belezas de cada lado do Rio.

Chain Bridge e Castelo de Buda, BudapesteEm frente à Chain Bridge, numa colina às margens do rio Danúbio está o Castelo de Buda. Há duas maneiras de subir. Por uma trilha bem definida pela colina a subida leva cerca de 20 minutos. De furniculário leva 2 minutinhos e custa HUF1.100 (ida) e HUF1.700 (ida e volta). Além da visita ao interior do Castelo – que eu considero facultativa – é legal aproveitar os arredores da construção. Lá do alto tem uma bela vista da cidade. Mais à esquerda dá pra ver de pertinho a colina do Citadell e mais à direita, o Parlamento.

Seguindo para a parte dos fundos pela direita, sem descer a colina, uma caminhada de uns 5 minutos a pé leva à atração mais legal da parte alta da cidade: a Mathias Church e o Bastião dos Pescadores. A Mathias Church é acolhedora e colorida pelos seus marcantes telhadinhos de azulejos alaranjados. O Bastião dos Pescadores tem uma vista encantadora do Danúbio e do Parlamento. Da primeira vez que fui à Budapeste, gostei mais do Bastião porque na última visita, a parte dos arcos onde antes podia se tirar fotos lindas tinha sido transformada em varanda de um restaurante sofisticado.

Na parte da frente do Bastião pode-se começar a descida para a beira do Rio. Não precisa de mapa. É só ir descendo pelas ruas – e escadas – seguindo o bom senso até alcançar a margem do Danúbio. Quando você encontrar o rio vai estar de frente para a melhor vista do majestoso Parlamento Húngaro. Não economize nas fotos!

De costas para o Castelo de Buda, com o Parlamento à sua direita, siga caminhando pela beira do rio. A próxima ponte é a Margareth Bridge e é na metade da travessia da ponte que está o acesso à Margit Island – uma ilhazinha simpática no meio do Danúbio. Durante a temporada de calor (primavera/verão) a ilha fica toda florida. No lago principal a cada 30 minutos tem um show de águas dançantes – que são coreografadas de acordo com a música que toca – e vai de rock ‘n roll a contos de fadas. Vale alugar uma bicicleta, um pedalinho ou um carrinho golfe e explorar as atrações da ilha, como a Torre d’Água. Nenhuma das atrações dentro da ilha é imperdível, mas o passeio é muito agradável.

Na outra extremidade de Buda, tem mais duas atrações relevantes que envolvem a Gellerty Hill. Na parte debaixo da montanha, que fica em frente a ponte Erzsébet, fica a tradicional casa de banhos “Gellerty”. Ela é uma das mais famosas da Hungria e vale à pena a visita. Ao lado, na base da colina, fica a Igreja na Pedra – bem diferente de todas as igrejas que você já conheceu.

No alto da mesma colina fica o Citadell. É uma atração que tem visitação durante o dia e durante a noite, mas eu prefiro visitar à noite. Como você já foi no Castelo durante o dia e as vistas acabam sendo bastante parecidas, vale fazer o passeio à noite e ver a cidade iluminada do alto. É possível chegar por uma trilha que começa na base da colina, em frente à ponte Erzsébet, de ônibus ou de táxi.

Budapeste, lado Peste:

Um bom jeito de começar um dia em Peste é fazendo uma visita no Parlamento Húngaro. Apenas com a visita guiada é possível conhecer o interior do prédio – ou pelo menos uma parte dele. Em alta temporada, é fundamental agendar a visita guiada, que acontece em várias línguas. Se você for fazer a visita em inglês, eles têm uma maior disponibilidade de horário. O bilhete custa HUF5.200. Como minha expectativa era bastante alta, fiquei um pouquinho frustrada. O tour é rápido, não dá pra conhecer muitas partes do prédio e não tem nenhum acesso interno. Mas as partes que podemos conhecer são bem legais e é bacana conhecer um pouco mais da história da Hungria, contada pela arquitetura de sua construção mais emblemática.

Saindo do passeio, siga pela beira do Danúbio de frente para o Castelo de Buda (com o rio à sua direita). Você vai chegar a uma instalação chamada “Sapatos no Danúbio“. Os sapatos são uma homenagem aos que foram mortos e atirados no rio durante a Segunda Guerra. A instalação existe desde 2005, 60 anos depois do início do Holocausto em Budapeste.

Sapatos no Danúbio, Budapeste

Seguindo o Rio no mesmo sentido até bem pertinho da Chain Bridge, você vai chegar na Catedral de São Estevão. Além de ser maravilhosa por fora com seu chão de pedras desenhadas, essa igreja tem em seu interior uma das sensações mais legais de todas as que eu visitei. Vale à pena deixar uma colaboração simbólica para entrar no templo. Nos fundos da Igreja fica a mão embalsamada de São Estevão – considerada um tesouro para Igreja Católica e para o povo Húngaro.

Saindo da Catedral de São Estevão caminhe até a Andrássy ut. É nesta rua que você vai encontrar o tradicional prédio da Ópera, o Octagon – um enorme cruzamento iluminado entre avenidas, e o House of Terror, um museu inteiramente dedicado aos horrores do pós guerra e os impactos do comunismo na Hungria. Se você gosta de história, esse museu é um prato cheio.

Ao final da Andrassy está a Heroes Square, a praça dos heróis. A praça é ampla e marcada pelos seus dois semi arcos e o anjo Gabriel na torre central. Emolduram a praça os museus de Belas Artes e o de Arte Contemporânea.
Heroes Square, BudapesteSeguindo para trás da Heroes Square uma enorme área verde com duas atrações principais. À direita, Castelo Városliget, dentro do parque da cidade. É no jardim que você encontra a famosa estátua do Escritor Desconhecido. Reza a lenda que quem toca a caneta em suas mãos se torna um escritor melhor.

É também ali que se encontra a casa de banhos termais mais famosa de Budapeste: a Széchenyi . A entrada custa HUF5.000 e o pagamento é feito na entrada. Assim que você paga, recebe uma pulseira que vai funcionar como chave para o seu locker. A parte interna tem saunas e chuveiros e duas grandes piscinas aquecidas. Além delas, a minha atração preferida: duas pequenas piscinas / banheiras, com capacidade para umas 10 pessoas cada. Uma tem água muito quente, outra muito fria. Mergulhe na quente até cobrir os ombros por cerca de cinco minutos. Saia imediatamente para a fria e desafie seu corpo (até a cabeça!) a ficar lá. Depois de repetir o “exercício algumas vezes” a sensação de relaxamento em todo o corpo é muito boa. Do lado de fora há três piscinas, todas aquecidas. Uma principal, uma com raias para nadar e uma secundária – com uma parte divertida que tem até corrente e outra parte com hidromassagem! Não dá pra conhecer Budapeste e não passar algumas horas neste casarão amarelo!

Szechenyi, banhos termais de Budapeste
Do lado de Peste ainda há algumas atrações relevantes:

O Mercado Central é um passeio bacana, onde você vai ver um pouco de tudo que é típico na Hungria. Das linguiças, não deixe de comprar a Pick – que tem diferentes sabores. Das barracas de tempero, traga páprica doce. Por lá você também vai encontrar muita pimenta para espantar o mau olhado.

A Sinagoga de Budapeste é um belíssimo prédio e é a maior Sinagoga da Europa e um símbolo importante da cidade. Atrás dele fica o Monumento aos Mártires Judeus da Hungria.

A Erzsébet tér é uma praça muito movimentada e cheia de gente jovem comendo e bebendo. Ainda dá pra fazer um passeio de Roda Gigante. É mais uma opção para ver a cidade do alto – e eu adoro rodas gigantes!

Todas os pontos que falei aqui em cima estão marcados nesse mapa:

As maravilhosas “Pizzas comunistas”

Eu sou adepta e fã de “atrações” e delícias do turismo engordômico e viajantes que passam pela Princesa do Danúbio não podem perder a pizza comunista, uma das comidas típicas de Budapeste. O Lángos, nome original dessa delícia, nada mais é que uma massa parecida com massa para fazer pão, mas frita e com opções variadas de cobertura. A mais tradicional é a de sour cream com queijo. Depois de frita a massa fica bem levinha e eu juro que não dá vontade de parar de comer!

Em Budapeste, você vai encontrar Lángos em tudo que é lugar, tem muitas barraquinhas de rua que vendem. É o tipo de comida que se come com guardanapo, nada de prato e talheres! Dê aquela paradinha quando a fome bater e aproveite essa delícia!

LangosPra quem ficou com água na boca e quiser conhecer ou lembrar essa delícia, segue a receita:

Ingredientes:
2 tabletes de fermento biológico
1 ovo
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
4 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de água morna
Óleo para fritar

Modo de preparo:
Dissolva o fermento no açúcar
Acrescente o ovo, o sal , a farinha e metade da água
Sove a massa até ficar homogênea
Se preciso, acrescente o restante da água
Cubra com guardanapo e deixe descansar até dobrar o volume (30 minutos)
Enfarinhe uma superfície lisa e abra a massa com um rolo
Corte em retângulos
Frite em óleo bem quente
Escorra em papel toalha