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Volta ao Mundo em pedaços!

A vida é muito curta para não viajar!

Categoria

Qualquer Lugar

Os posts que estão aqui não falam sobre nenhum lugar específico!
São estórias, pensamentos, coisas legais sobre viagens ou qualquer outra coisa! :)

San Andres, o paraíso das compras

Você já deve ter lido em algum lugar que San Andres é um paraíso pras compras e é verdade – mesmo com o real tão desvalorizado em relação ao dólar. O centro da cidade é um shopping a céu aberto, com muitas opções de lojas de eletrônicos e da Riviera – o Duty Free da Colômbia.

Obs.: Viajamos em Dezembro de 2015, então todas as cotações do post estão relacionadas a este período.
Obs 2.:A coisa que eu menos gosto de fazer em viagens é comprar, portanto, eu não sou uma especialista em compras, mas vamos à duas dicas que posso dar:

Mac San Andres: a Mac de San Andres vale à pena porque os preços são mais baixos que os dos Estados Unidos. Minhas amigas fizeram pesquisa de preço no site oficial da marca e decidiram comprar na loja em San Andres

Método de pagamento: nas lojas sempre vão tentar te empurrar o pagamento em dólar no cartão de crédito. Se você pode escolher como pagar, vale pegar a calculadora e fazer as contas! Aqui vamos com um exemplo prático:

Trocamos reais por dólares no Brasil por 3.90
Trocamos dólares por 2.960 cops em Cartagena

Compramos uma caixa de som que tinha duas opções de pagamento
450.000 cops em dinheiro / 130 dólares no cartão

Se pagássemos em cops:
450.000/2.960 = 152 dólares = 592,90 reais

Se pagassemos no cartão, com a cotação em 4.10
130×4.10 = 533 reais + iof (83.50) = 616.50 reais

Se estiver em dúvida sobre pagar em espécie em moeda local ou no cartão, corre pra calculadora! Se puder pagar em dólares, em espécie, os preços tendem a ficar bem mais atrativos!

San Andres x Aeroporto Panamá

Pra chegar e sair da Colômbia nós fizemos escala no aeroporto do Panamá e pesquisei um pouco nos dois lugares pra montar esse post: o que vale mais à pena: comprar em San Andres ou deixar pra comprar no aeroporto de Tocumen?

O aeroporto Tocumen é um ponto estratégico de distribuição de voos entre as Américas e também um ponto famoso de compras. Antes de viajar, li em alguns lugares que os preços valiam à pena, mas comparando alguns preços com San Andres, se você vai pra lá deixe pra comprar tudo no paraíso colombiano!

Tanto em San Andres como no aerorporto do Panamá a rede de free shops é a La Riviera. Os preços desse post estão em dólares e são da semana entre 16 e 23 de dezembro de 2015.

Relógio masculino da Lacoste
San Andres: $120
Aeroporto Panamá: $220

Estudio fix Mac
San Andres: $24
Aeroporto Panamá: $27

Dulce Gabana light blue 100ml
San Andres: $56
Aeroporto Panamá: $68

Armani Profano 100ml
San Andres: $70
Aeroporto Panamá: $98

Moet Chandon
San Andres: $50
Aeroporto Panamá: $69

Wisky Royal Salute
San Andres: $80
Aeroporto Panamá: $140

GoPro Hero com LCD
San Andres: $300
Aeroporto Panamá: $315

Se você tem algumas horinhas de escala no Aeroporto do Panamá dá uma olhada nesse post pra saber o que te espera por lá!

Conexão longa no aeroporto do Panamá?

O aeroporto de Tocumen (PTY) fica na Cidade do Panamá, é o maior aeroporto do País e um dos principais hubbs de conexão das Américas. Por ele passam cerca de 9 milhões de passageiros por ano, deles um percentual razoável em conexão. Se você for um desses passageiros, saiba como aproveitar esse enorme Free Shop, digo, aeroporto.

A moeda usada no Tocumen é o dólar. Logo, lembre-se de ter alguns dólares guardados (ou cartão habilitado).

Entre as lojas o domínio fica com a rede La Riviera: são várias espalhadas e cada uma com um foco específico: umas de tecnologia, outras de perfurmaria, outras de relógios,bolsas e óculos. Há ainda algumas Rivieras customizadas por marca, como é o caso da Samsung e Michael Kors. O aeroporto conta ainda com lojas da Adidas, Mac, Lacoste, Tommy, Boss, Bvlvari, Burberry, Swatch, Tissau, Mont Blanc, Crocs e algumas lojas multimarcas – além de muitas outras! O que eu mais gostei foram uns quiosques super úteis onde se comprar produtos variados por 10 dólares. [eu comprei um travesseiro de pescoço novo!]

Está vindo de San Andres?  Veja onde seus dólares valem mais! 

Além das tiendas, há no aeroporto várias opções de alimentação. Na praça onde comemos tinha uma rede de fast food chamada Carls jr, Dominos, opção de comida oriental, opção de frango frito estilo americano, CinnamonXxx e Hagen Daz. Espalhadas pelo aeroporto ainda há outras opções como Subway, Dunkin Donuts e Viena

Pra se ter noção de alguns preços:
– pizza individual na Domino’s com coca cola: $12.90
– combo de hambúrguer, batata e refrigerante: $14
– 1 bola de Hagen Daz: $3.95

O aeroporto oferece internet gratuita com uso restrito a apenas duas horas por aparelho. Pra usar você faz um pequeno cadastro com seu e-mail, mas depois que as primeiras duas horas acabam, não dá pra driblar o cadastro com um novo e-mail, o sistema te bloqueia de acordo com o ip do aparelho. Se tiver mais de um device, cadastre com outro e-mail e aproveite mais duas horas.

Um outro wifi chamado “Wisperhotzone” também aparecerá pra você como livre, mas no momento da tela de cadastro você vai precisar de um código que pode ser comprado com cartão de crédito. 1 dia de conexão contínua (24 horas seguidas) custa 10 dólares.

O alto preço de viver sonhando

Muito além do valor das passagens

Passei a semana vendo o excelente texto da Ruth Manus ser infinitamente compartilhado. Li algumas vezes – porque, de alguma maneira torta, algumas daquelas coisas conversavam comigo. A Ruth falava sobre é como é difícil viver longe das origens, eu me pergunto sobre o sentido de viver enraizado.

Faz uma semana que acordo na minha cama, no meu quarto, na casa que escolhi. E por mais que o efeito do meu colchão super confortável seja positivo para a minha coluna, o despertar na minha cama não tem sido tão leve pra minha cabeça.

Faz dias que não procuro um item perdido na mala, não esqueço nada num quarto diferente, que não abro um mapa do metrô pra escolher meus caminhos, que não tomo café decidindo o roteiro do dia, que não conheço um lugar novo, que não me encanto por um sabor desconhecido, que não me preocupo com o horário do trem que me levará para o próximo destino.

Será que a gente aprende? A desbravar o mundo por Googlemaps, a sentir cheiros desconhecidos pelo Instragram, a descobrir lugares novos assistindo a sessões por Periscope? Conseguiremos conhecer sabores através de documentários, nos apaixonar por cidades em chats online, carimbar passaportes em apps?

Será que a vida será sempre esta sina, de querer voar pro outro lado do mundo, de saber que falta um pedaço e ficar mesmo quando a alma pede tantas vezes pra ir embora? Será que no futuro saberemos se as nossas amarras e raízes estão fincadas no lugar certo?

É, meus amigos. O preço é mesmo alto.
E pra quem viaja em sonho, dormir – pelo menos – está ao alcance.

fivetenfifteen

As férias acabaram, começou 2015!

Egito, Roma e Paris. Nosso roteiro foi desenhado com os temperos que movem nossa vontade de viajar: o desejo de conhecer o novo e o conforto de voltar pro aconchego do lugar que amamos.

12 dias de aventuras inesquecíveis no Egito divididos entre Cairo, Luxor, Aswan, Abu Simbel e Sharm el Sheikh. Conhecemos as pirâmides, andamos de camelo, voamos de balão, assistimos o pôr do sol mais lindo de nossas vidas no Rio Nilo, sentimos o corpo solto no ar de parasailing e conhecemos o fundo do Mar Vermelho.

Pôr do Sol no Rio Nilo
Quatro dias pra matar as saudades da culinária italiana e dar um olá pro Papa na Missa do Galo. Além disso, tínhamos os dois dívidas com Roma. Quando eu gosto muito de um lugar, sempre digo que tem que deixar uma coisa sem visitar pra ter uma boa desculpa pra voltar – e as nossas eram ótimas! Eu precisava conhecer a Capela Sistina; ele tinha que entrar no Coliseu.

Coliseo - Roma

Os dez dias finais foram em Paris. Refazer o que já fizemos milhares de vezes, fazer coisas inacreditavelmente inéditas e viver, de novo, dias inesquecíveis. Nosso Ano Novo em Paris é a metáfora perfeita pra dizer que ali, na beira do Sena, sempre será o fim ou o começo de tudo – só depende do ponto de vista! Vem com muito amor e muitas viagens, 2015!

Pôr do Sol em Paris

Do que o mundo é feito?

Cresci cercada por mapas, atlas e globos – paixões do meu irmão quando pequeno. Com o passar dos anos também fui me encantando por eles e nasceu em mim a dúvida inocente: do que o mundo mesmo é feito?

Um grande amor aqui, uma saudade acolá, um cheiro novo, um gosto favorito, uns dias chuvosos, meia dúzia de encontros inesperados, centenas de mensagens de telefone, seletos amigos guardados com carinho, lembranças da escola, memórias apagadas por bebedeiras, infinitos sonhos. Sonho de conhecer meus ídolos, de ser bem sucedida, de ser reconhecida por algo grandioso, de viver grandes aventuras, de conhecer novos lugares, de dar a volta ao mundo.

Se hoje tivesse que responder meus questionamentos inocentes, sem dúvidas me diria que a vida, assim como os mapas, é construída em pedaços. E cada dia é feito pra cumprir mais uma etapa, pra correr atrás de mais um sonho. Hoje tô partindo pra mais um pedacinho desse quebra-cabeça. Que Machu Picchu, esse pedaço tãaao esperado, me receba de braços abertos e me encha de alegria!

*Pra quem tem curiosidade, na prática é assim que o mundo é feito:

Errei o nome nas passagens. E agora?

Depois que comprei as passagens para Buenos Aires (nesse dia fechei também um fim de semana em Gramado!) peguei quase que imediatamente no sono. A esta altura, DIEGI já dormia do meu lado. No dia seguinte, conversando no carro a caminho do trabalho ficamos com a sensação (!) de que tínhamos fechado a compra. DIEGI veio checar no meu email as passagens. Fui confirmando as datas para provar que eu era capaz de tomar decisões sensatas sob efeito do álcool quando, de repente, ele virou sério pra tela do computador e quase berrou: VOCÊ ERROU O MEU NOME!

Disparei que isso era bobeira e que conseguiria trocar rapidinho. A verdade é que o mundo te faz pensar que o bicho é muito pior do que parece. Depois de inúmeras tentativas de fazer a troca descobri que me custaria 150 dólares + a diferença de preço do dia da troca para o dia da compra. Ou seja: sairia quase o mesmo preço da passagem do quase homônimo do meu marido. Tentei me informar um pouco mais, decidi que isso era um abuso – quase extorsão – e que iríamos pro aeroporto eu e DIEGI pra ver no que ia dar. No caminho, a melhor opção era manter o moço calmo e a fé de que tudo iria ficar bem.

Fila do embarque, Diego tagarelando e eu tentando observar a simpatia das atendentes. Eu precisava de um bom sorriso no rosto e uma quantida razoável de sorte. O nosso gichê era o deu um senhor descendente de japa (com sotaque e tudo). Entregamos os passaportes pra ele como se não houvesse nada de estranho. Ele fez um cara crachá com o DIEGI e percebeu o erro. Nessa hora, achei que o DIEGO, com o nome certo em carne e osso ali bem do meu lado, ia me fuzilar com os olhos. Nosso amigo nipônico nos orientou e a solução era simples. De certo, custava bem menos que os quase duzentos dólares pra trocar antes.

Se você errar um nome na passagem:
– vá ao guichê da compania aérea
– explique que houve um erro de digitação na emissão do bilhete
– peça pra que seja feita uma ressalva na reserva … e pronto!!!!

A moça que nos atendeu no guichê foi super solícita e imprimiu a reserva direto do sistema com a observação que dizia: onde está DIEGI leia DIEGO.

Despachamos as malas e DIEGO, feliz por ter seu nome de volta, me encheu de besos en direción a Buenos Aires!

Se for comprar passagens, não beba (muito)!

Desde que voltei do intercâmbio, sempre tive vontade de cair no mundo de novo, mas a vida foi acontecendo, outros planos andando e a mochila foi empoeirando no armário. Saí da casa dos meus pais, casei e o desejo de viajar foi ficando cada vez mais forte. Na primeira oportunidade de férias, meu coração não teve dúvidas: reencontrar ‘meu grande amor’ e, de quebra, um ‘amigo querido’. Fomos de Paris e Londres, sem dúvidas pra decidir os destinos e nenhum arrependimento por repetir.

Depois dessa volta, uma coisa foi ficando clara: eu precisava experimentar novos lugares e já estava mais que na hora de cair pro lado hermano da fronteira. Num fim de semana de promoções, fizemos um churrasco com amigos em casa. Antes de começar, dei uma olhada no que tinha de passagens e bati com meu chefe a possibilidade de sair uns diazinhos de fim de semana prolongado. Depois de umas 5, 8, 12, 15 cervejas, decidi comprar os bilhetes para Buenos Aires.

Pesquisei as datas críticas, os melhores voos, comparei preços, separei os passaportes e emiti as passagens: JULIA Vieira e DIEGI Maços. Daí vem uma dica preciosa: beba o suficiente para soltar as amarras, decidir logo e comprar passagens que você queria muito; nunca o bastante para escrever errado o nome do marido!

Resumão de Buenos Aires:

4 dias em Buenos Aires (Chegada: 29/05/2014 – Partida: 02/06/2014)
Hotel: Marseille des Anges, Recoleta
Passeio preferido: Fuerza Bruta
Sucesso da viagem: Choripán
Saldos da viagem: 24 garrafas de vinho embarcadas pro Brasil, 40 alfajores e 2 litros de doce de leite na mala, uns 15 km de caminhada – uns 40, se perguntar pro DIEGI – e, facilmente, uns dois quilinhos a mais na balança.

Ai, meu Deus, vou ter um blog!

A ideia de escrever um blog sempre existiu na minha cabeça, mas duas coisas sempre me faziam desistir logo depois: a preguiça e a falta de potenciais leitores. Ainda sem resolver meu problema de público, fiz com que a vontade de contar histórias fosse mais forte e comecei a rabiscar (ou teclar?) essas linhas.

O blog  vai servir pra contar minhas experiências que envolvam viagens: preparativos, curiosidades, furadas e dicas práticas baseadas nas minhas vivências. Os causos – felizes e frustrantes – das viagens de mochilão durante o intercâmbio talvez apareçam aqui como lembranças. Justamente para lembrar, este blog vai guardar trechos e momentos que eu não quero nunca esquecer. E vai me lembrar sempre até onde eu quero caminhar.